Trata-se da presença no sistema reprodutor
de tecido endometrial ectópico, isto é,
fora de sua localização habitual,
que é a cavidade uterina. Apresenta como
sintoma principal a dismenorréia intensa.
Sua prevalência, na investigação
laparoscópica da dor, varia de 3,6% a 52%.
Se o endométrio ectópico atinge a
parede uterina (miométrio), a patologia denominasse
adenomiose. Outros sítios da pélvis
podem ser atingidos, sendo o ovário o mais
comum: aproximadamente 40% dos casos.
Mas também
o fundo-de-saco, os ligamentos útero-sacros,
as tubas e outros órgãos são
afetados, inclusive os extragenitais, como parede
abdominal e alça
intestinal.
A sintomatologia
clássica é a dor, que pode ter de
pequena a grande intensidade,
dependendo da gravidade da doença. Nos casos
graves (estádios III e IV) a dor é
bem expressiva, chegando a alterar a anatomia pélvica
com aderências tubovarianas, ou retouterinas
e até a dar origem ao abdômen agudo
nas rupturas dos cistos ovarianos.