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Podofilina
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Ácido
Tricloroacético |
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Eletrocauterização |
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Cirurgia
a Laser |
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Excisão
Cirúrgica |
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Tratamento
Tópico com Imuquimod |
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É a DST viral mais frequente
na população sexualmente ativa. São
mais comuns em pessoas sexualmente ativas, entre 20
e 24 anos, declinando com o avançar da idade.
TRANSMISSÃO
• sexual
• não sexual
• materno-fetal
Ao contrário de outras viroses,
como as causadas pelo HIV e pelo virus da Hepatite
B, o HPV não é transmitido pelo sangue
e pelas secreções corpóreas,
mas sim, pelo contato direto de pele com pele.
A transmissão sexual representa
a via clássica de contaminação
do HPV, sendo a infecção considerada
doença sexualmente transmissível.
A contaminação através de superfície
contaminada parece existir devido ao fato de o vírus
ser relativamente resistente à água.
Presumivelmente, condilomas genitais externos podem
ser adquiridos por auto ou hetero-inoculação
de vírus de HPV das verrugas comuns da pele
e de verrugas genitais ou durante o parto, por contato
do feto com o trato genital contaminado
MANIFESTAÇÕES
CLINICAS
A infecção do trato genital inferior
pelo HPV é dividida em;
• CLÍNICA - é
a forma evidenciável a olho nu; são
os condilomas acuminados, também denominados
de verrugas genitais;
• SUBCLÍNICA - seu diagnóstico
só é possível através
da magnificação (lente de aumento
ou colposcopia) e aplicação de ácido
acético (2 a 5%);
• LATENTE - é a identificação
de sequências de DNA-HPV com técnicas
de biologia molecular em indivíduos com tecidos
clínica e colposcopicamente normais; a partir
do contágio o vírus pode desaparecer,
pois pode ser vencido pelas defesas ou pode permanecer
presente por longo período de tempo (forma
latente), sem causar lesões; a permanência
desse vírus latente explica as recidivas
e a "flutuação" no tempo
de presença do HPV nos tecidos;
não se sabe quanto tempo o
vírus pode permanecer na forma latente, pode
ocorrer ativação em mulheres imunossuprimidas
por doenças neoplásicas ou autoimunes.
HISTÓRIA NATURAL DA INFECÇÃO
PELO HPV
A inoculação do HPV ocorre durante
relação sexual com pessoas infectadas,
onde o vírus penetra no novo hospedeiro através
de microtraumatismos. Os locais mais frequentes
de infecção são aqueles suscetíveis
ao microtrauma durante a relação sexual.
As células T HPV-específicas
retém memória imunológica,
prevenindo recidiva da infecção pelo
HPV. Uma vez tendo imunidade adquirida celular-mediada
por certo tipo de HPV, não existirá
manifestação clínica/ sub-clínica
do HPV a menos que ocorra imunosupressão
significativa. Se existir imunidade celular-mediada
ativa para um tipo de HPV e não existir imunosupressão,
o organismo não se tornará infectado
outra vez por este tipo específico de HPV.
Este processo ocorrerá espontaneamente
em cerca de 20-34% dos indivíduos infectados,
marcando o final das infecções clínicas
aparentes. Em outros 60%, a destruição
localizada dos condilomas irá estimular o
processo, levando a remissão clínica
duradoura. Entretanto, aproximadamente 20% das lesões
induzidas pelo HPV não resultam em resposta
imune e são refratárias a tratamentos
convencionais padrão. Agentes imunomoduladores
podem estimular resposta imune nestes indivíduos,
e laser pode ser necessário para reduzir
o tamanho da lesão.
Em média, após 9 meses
da infecção inicial, os pacientes
se subdividem em dois grupos: aqueles que permanecem
em remissão clínica e aqueles que
continuam a expressar doença ativa Não
é completamente claro se a infecção
latente é eliminada em todos, se a maioria
dos indivíduos mantém remissão
clínica ou se a infecção latente
pode persistir dentro do epitélio anogenital
por período de tempo indeterminado. O HPV
na forma latente se limita à camada basal
da epiderme, apresentando número de cópias
virais extremamente baixo.
A oncogênese induzida pelo
HPV requer persistência viral a longo prazo.
Deste modo, o subgrupo de risco para progressão
neoplásica compreende 10-20% dos pacientes
que permanecem com expressão de doença
ativa ou que recidivam após período
livre de doença. Provavelmente, a maioria
das pessoas neste subgrupo tem imunocompetência
reduzida ao HPV de etiologia desconhecida.
Para tratamento da infecção
por HPV estão sendo desenvolvidas técnicas
para aumentar a imunidade celular através
do estímulo para reconhecimento do antígeno
viral.
Por ser o HPV 16, o tipo mais associado
ao câncer genital e lesões precursoras,
ele é o principal candidato nos esforços
em se produzir uma vacina.
Espera-se no futuro próximo
o uso de vacina na prevenção primária,
administrada antes do início da atividade
sexual e também o desenvolvimento de vacina
para prevenção secundária e
terciária, utilizada para interromper a progressão
ou reverter lesões.
DIAGNOSTICO
• clínico
• colposcópico
• citológico (Papanicolau)
• anatomopatológico (biópsias)
• biologia molecular
Evidências indiretas de infecção
por HPV anogenital podem ser obtidas através
do exame físico e pela presença de
alterações celulares características,
associadas com a replicação viral,
nos exames de Papanicolaou ou pelo material de biópsia.
Alternativamente, no material de
biópsia ou secreção genital,
podem ser realizados exames de biologia molecular
como hibridização molecular e captura
híbrida para detectar diretamente a presença
de DNA de HPV.
É muito importante a visualização
com lentes de magnificação após
aplicação de ácido acético
de todo o trato genital inferior e áreas
adjacentes como a região peri-anal e anal
em indivíduos com infecção
clínica e/ou persistente pelo HPV (mais de
9 meses), ou seja, a realização da
peniscopia, anuscopia, colposcopia, vaginoscopia
e vulvoscopia)
Os parceiros (homem ou mulher) de
indivíduos com verrugas genitais devem ser
clinicamente examinados devido a alta taxa de transmissibilidade.
Nos casos de lesões subclínicas recorrentes
recomenda-se também o exame do parceiro.
Atenção: Deve-se aconselhar
testes específicos para excluir outras infecções
sexualmente transmissíveis (DSTs).
TRATAMENTOS
• Podofilina
•Ácido Tricloroacético
• Eletrocauterização
• Cirurgia a Laser
• Excisão Cirúrgica
• Tratamento Tópico com Imuquimod
O futuro promete o controle e erradicação
desta doença através da imunoterapia
com drogas imunomoduladoras e vacinas profiláticas
e terapêuticas!