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POR QUE A CIRURGIA PADRÃO FALHA NA ENDOMETRIOSE COMPLEXA?

  • Foto do escritor: Vladimir Alcorte
    Vladimir Alcorte
  • há 4 dias
  • 1 min de leitura

Apesar dos grandes avanços na ginecologia minimamente invasiva, a cirurgia laparoscópica padrão continua falhando em um subconjunto significativo de pacientes com endometriose — especialmente aqueles com endometriose profunda infiltrante (DIE), envolvimento nervoso e doença pélvica multicompartimento.


Isso não é uma falha da intenção cirúrgica. É uma limitação estrutural do modelo cirúrgico predominante. A maioria das cirurgias "padrão" de endometriose depende principalmente apenas da inspeção visual e da excisão da lesão.


Evidências mostram consistentemente que essa abordagem subtrata doenças complexas porque:


  • Endometriose infiltrante profunda frequentemente é invisível ou subestimada por laparoscopia;

  • O mapeamento de lesões é frequentemente incompleto, levando à doença residual;

  • O planejamento multidisciplinar frequentemente está ausente, apesar de envolvimento intestinal, bexiga e nervoso ser comum.


Como resultado, dor persistente, recidiva e cirurgias repetidas permanecem altas.

A endometriose complexa não é um problema de procedimento único. É um problema do sistema de cuidados.


Melhorar os resultados exige:


  • Diagnóstico de precisão: ressonância magnética e mapeamento especializado em ultrassom;

  • Técnicas avançadas de excisão conscientes dos nervos;

  • Equipes cirúrgicas multidisciplinares para doenças complexas.


A cirurgia de endometriose falha na maioria das vezes não porque os cirurgiões não tenham habilidade — mas porque a própria doença é subestimada.

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